FILA QUE NÃO ANDA
A coluna tem sido inundada por relatos de pacientes que aguardam há meses — e alguns há anos — por cirurgias, consultas com especialistas e exames de alta complexidade. Para os pacientes, o sistema parece travado. A saúde virou um jogo de paciência onde a aposta é a própria vida.
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O Sistema de Regulação da Sespa, que deveria ser a garantia de justiça na fila, para muitos pacientes parece um "buraco negro": você entra com o pedido e nunca mais tem notícia. É inadmissível que em 2026 a gente ainda veja o sofrimento humano desta maneira, que às vezes, nem mesmo decisões judiciais estão sendo cumpridas.
FILA QUE NÃO ANDA 3
Não falta propaganda de "investimentos recordes", mas falta o básico: o fim da fila. Saúde é direito constitucional, não pode ser favor de político em busca de voto. Quando o acesso a um médico depende de boa vontade, o sistema público deixa de ser serviço e vira balcão de negócios.
TRÂNSITO NÃO É PICADEIRO
Sempre existiu, mas nos últimos meses houve um aumento assustador de denúncias e registros em vídeos do chamado "Grau" nas vias dos municípios do Pará. Motociclistas, muitas vezes em grupos organizados pelas redes sociais, tomam avenidas para realizar manobras arriscadas, como empinar em uma roda só, retirando placas e circulando com escapamentos adulterados que ensurdecem a vizinhança.
TRÂNSITO NÃO É PICADEIRO 2
O que alguns chamam de "estilo de vida", a Coluna Bocão chama pelo nome correto: irresponsabilidade criminosa. O asfalto não é pista de circo e o pedestre não é público de show de acrobacias. É revoltante ver o descaso desses "motoqueiros" que colocam em risco a vida de pais de família e trabalhadores para ganhar curtidas no Instagram.
A fiscalização precisa sair da inércia. Não basta apenas fazer blitz educativa; é necessário o rigor da lei, a apreensão das motos e a responsabilização de quem organiza esses "encontros" clandestinos que transformam o trânsito em um campo de guerra. Enquanto a "Máfia do Grau" faz festa, o hospital de traumas fica cheio e o contribuinte paga a conta. Liberdade termina onde começa o perigo para o próximo. Ou o Estado toma as rédeas (e o guidão) da situação, ou as ruas continuarão sendo terra de ninguém sob duas rodas.

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