Moradores do bairro Bela Vista do
Juá, em Santarém, gritam por socorro. Relatos que chegam à coluna são de um
bairro entregue ao caos: poluição sonora desenfreada, sujeira nas calçadas e um
clima de hostilidade onde quem trabalha e cumpre a lei é visto com "olhar
torto" por quem prefere a desordem. De modo geral, estão indignados com o
sumiço do Poder Público.
SOS AUTORIDADES! 2
Acompanhe um dos relatos: “Sinceramente? É de dar um nó no estômago. Não tem nada que esgote mais o ser humano do que você ser civilizado em um lugar que respira grosseria. No bairro Bela Vista do Juá, a sensação é de que o cidadão de bem foi abandonado à própria sorte, jogado em um buraco onde a lei não alcança”.
SOS AUTORIDADES! 3
“Você se mata de trabalhar, cumpre seus horários e só quer chegar em casa e ter o mínimo de sossego para recarregar, porém é obrigado a aguentar som alto, calçada suja e gente que te olha torto só porque você não é um vagabundo igual a eles. É revoltante ver que essa gente não quer evoluir e ainda deseja puxar o bairro inteiro para o buraco junto. Viver cercado de gente sem educação não é só ruim, mas um castigo diário que acaba com o psicológico de qualquer um”.
SOS AUTORIDADES! 4
“E o pior de tudo: a polícia não pisa lá. Você pode morrer ligando, o telefone pode queimar de tanto chamar, mas ninguém aparece. No Bela Vista do Juá, o bandido e o barulhento mandam, porque sabem que a autoridade não chega. Trata-se de uma terra sem lei onde quem trabalha é refém da vadiagem e do descaso total. É um abandono que dá ódio, um lugar onde o estado finge que não vê enquanto a gente adoece de tanta raiva”.
SOS AUTORIDADES! 5
“É foda se sentir abandonado assim enquanto os folgados fazem o que querem. A polícia não faz ronda, não circula e, na prática, simplesmente não trabalha para proteger esse bairro. É um deserto de segurança”.
SOS AUTORIDADES! 6
“É revoltante ver o imposto que você paga — o dinheiro suado do seu trabalho — não voltar em segurança mínima, enquanto serve apenas para sustentar um sistema que ignora a sua existência. No bairro Bela Vista do Juá, a ordem é inversa: quem produz é punido e quem destrói protegido pela ausência de punição”.
PERDEU O CARGO
A Justiça do Pará negou o recurso e manteve a sentença de cassação do mandato de uma conselheira tutelar de Jacareacanga, no oeste do estado. O motivo? Falas de teor homofóbico e discriminatório proferidas pela então conselheira. O Ministério Público do Pará (MPPA) sustentou que a conduta é incompatível com a função de proteger os direitos de crianças e adolescentes, que exige imparcialidade e respeito à diversidade.
PERDEU O CARGO 2
Tem gente que ainda não entendeu que cargo público não é "púlpito" para preconceito particular. O Conselho Tutelar é a porta de entrada para a proteção social, e quem senta naquela cadeira tem o dever de acolher, não de julgar ou destilar ódio.
PERDEU O CARGO 3
Quando uma autoridade que deveria proteger usa sua voz para discriminar, ela deixa de ser parte da solução e vira parte do problema. A decisão da Justiça envia um recado claro: liberdade de expressão não é salvo-conduto para o crime de homofobia.
PERDEU O CARGO 4
“Como bem fundamentado na origem, o exercício dessa função exige postura pública compatível com os princípios da dignidade da pessoa humana, igualdade, não discriminação e respeito à diversidade, especialmente, em contextos em que minorias sociais são historicamente vulnerabilizadas”, ressaltou a desembargadora Ezilda Pastana em sua decisão.
PERDEU O CARGO 5
Em 2026, com a sociedade cada vez mais atenta, não há espaço para quem confunde convicção pessoal com dever institucional. A conselheira perdeu o cargo, mas quem ganha é a população, que merece um atendimento técnico, humano e, acima de tudo, dentro da lei. Quem tem a língua maior que o bom senso acaba perdendo o crachá.

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